Santigold liberou um gif animado no YouTube como sendo seu segundo single, Disparate Youth; sucessor de Big Mouth. O que o primeiro single tem de carnavalesco, este tem de electro-disco-dancy, lembrando a época de Santogold!
Além do mais, em uma entrevista à revista Paper Mag, Santigold revela um tracklist de 5 músicas que estão embalando o seu verão!
Quando um subgênero da ficção científica se torna tão forte que passa a ser um conceito visual podendo ser aplicado em diversas manifestações, acho que dá pra dar um crédito. Eu sou suspeito pra falar, pois desde que me conheço por gente sou um aficionado pela estética steampunk, que meio que paralela ao cyberpunk possui fãs fieis porém distintos.
Baseado na literatura de autores como Júlio Verne, o universo steampunk mostra uma realidade em que a humanidade conquistou níveis tecnológicos iguais ou mais avançados que os que temos hoje porém com os materiais e mecânica disponíveis na época da revolução industrial, ou seja: madeira, vapor e muitas engrenagens funcionando. Imagine computadores de madeira, robôs movidos a vapor, naves voadoras parecidas com zeppelins e fortalezas flutuantes construídas de madeira, tudo isso aliado à moda e comportamentos vitorianos, lindo né?
Dirigido pelo Sanji, diretor que já fez clipes pra Alanis Morissette e Jennifer Lopez, o vídeo de Turn me On do David Guetta com a Nicki Minaj segue essa linha, onde o DJ tá construindo uma robô mais perfeita que os comuns com cara de manequim da C&A sem piroca… melhor, assista:
Conheci o trabalho do Karl Kwansky a.k.a. Monaux há um tempo atrás e me apaixonei pelo traço, hoje lembrei e quis ver algo novo no site dele. Me surpreendi com uma série que ele começou recentemente, de posters para bandas que ele curte, veja aí os que já fez pros The Decemberists e pro Neutral Milk Hotel!
Adorei o video de ‘Give Me All Your Luvin’‘ e chega até a superar o áudio, com a direção incrível da Megaforce. Fico feliz com a volta da Madonna, e estou curioso pra ver as parcerias feitas e os próximos singles, mas o vídeo que roubou a cena de hoje é sem dúvida ‘Bad Girls’, da M.I.A., que fez um featuring no mínimo surpreendente em ‘Give Me All Your Luvin’’.
‘Bad Girls’ permanece com a pegada conceitual de ‘oriente médio strikes back’, que é o forte da M.I.A., e é o que a faz se destacar na indústria. Pra sacarem mais o que eu tô falando, é só dar play abaixo e depois cantarolar ‘live fast, die young, bad girls do it well’!
É difícil falar das produções dos amigos sem vomitar um texto deveras empolgado. Partiu tentar.
Começa assim: Mayer Hawthorne, cantor e compositor norte-americano de neo-soul, é apaixonado pelo Brasil. Tocou pela primeira vez por aqui em janeiro do ano passado, quando integrou o line-up do Summer Soul Festival junto a Amy Winehouse e Janelle Monáe. Na ocasião, inclusive, o rapaz discotecou na Decadance, a já tradicional festa de rock semanal do Rafa e do Finotti em SP – o Savone diz até hoje que foi uma das edições mais interessantes do projeto, que ele comandou por um bom tempo. Mayer é também apaixonado pela música brasileira, sobretudo pela bossa nova. Em entrevista à BRAVO!, revelou ser fã de Marcos Valle, Quarteto em Cy e Os Cariocas, confessando também que queria muito voltar mais vezes ao Brasil.
Mayer está de volta. Quinta que vem (2/2) ele se apresenta no Cine Joia e sexta no Circo Voador, via Queremos. É aí que entra outra história de amor. Isadora, a metade feminina do The Vault e da festa Gueto, é apaixonada pelo trabalho de Mayer Hawthorne. Seus olhos brilham quando “Maybe So, Maybe No” aparecem nos seus sets, o vinil de coração (acima) é uma das imagens mais emblemáticas da música recente para a garota, e é claro que ela não deixaria de comparecer ao show de Mayer – em SP. Mas antes disso, preparou um presente classe A pra ganhar o coração do moço.
Isadora também é fã de bossa nova. Tem um pai músico. Há duas semanas entrou em estúdio para gravar um cover de “A Strange Arrangement”, música que dá título ao primeiro álbum de Mayer Hawthorne, lançado em 2009. Um cover bossa nova, é claro. A versão original da música (ouça abaixo) é brilhante. Ilustra Mayer num momento romântico, inspirador, melancolimante talentoso, esbanjando todas as suas habilidades como multi-instrumentista em seu trabalho de estreia. Isadora adocicou o hit. A levada bossa nova somada ao vocal feminino (talvez a maior surpresa dessa história toda… que voz, Isadora!) soa como uma alma gêmea legítima para a música de Mayer. Ficou caprichado, delicado e ainda mais sutil.